Como a Netflix transformou a publicidade em Produto
O crescimento do plano com anúncios revela uma mudança maior no streaming, com audiência, tecnologia e entretenimento reunidos em uma oferta para as marcas.
- Análise KREVO
Em novembro de 2022, a Netflix começou a oferecer uma assinatura mais barata financiada também por anúncios. No lançamento americano, o plano custava US$ 6,99 mensais e tinha a Microsoft como parceira de publicidade. Era o começo de uma mudança no modelo de uma empresa associada à experiência de assistir sob demanda. [1]
Três anos depois, a publicidade já representava mais de US$ 1,5 bilhão de receita anual. Para 2026, a companhia projeta aproximadamente US$ 3 bilhões. A dimensão financeira chama atenção, mas explica apenas parte da transformação. [2][3]
A Netflix está construindo uma oferta que reúne acesso ao público, formatos publicitários, ferramentas de compra, mensuração e parcerias com suas histórias. Cada componente procura resolver uma dificuldade do anunciante: encontrar pessoas relevantes, conquistar atenção, desenvolver uma mensagem adequada e entender o resultado.
Na leitura da KREVO, a publicidade ganhou uma lógica de produto dentro da plataforma. Passou a ter desenvolvimento contínuo, diferentes possibilidades de uso e uma proposta de valor própria para quem investe.
Financiar entretenimento com publicidade já faz parte da história da televisão. A mudança analisada aqui é a forma como a Netflix incorpora esse modelo à sua plataforma e às suas propriedades de entretenimento.
Isso ajuda a explicar por que o movimento interessa também a empresas que nunca anunciarão na Netflix. Ele mostra como conteúdo e distribuição podem ser organizados para gerar valor comercial de maneira recorrente.
Os números mostram uma mudança de escala
Os principais indicadores precisam ser lidos com suas datas, abrangências e diferenças metodológicas.

Fontes: cartas aos acionistas referentes ao quarto trimestre de 2025 e aos dois primeiros trimestres de 2026; apresentação global do Netflix Upfront 2026 e comunicado brasileiro. [2][3][4][5]
Em 2025, a receita publicitária superou 2,5 vezes o valor de 2024, segundo a carta aos acionistas. O avanço ocorreu sobre uma base ainda pequena: a receita total da Netflix naquele ano foi de US$ 45,2 bilhões. [2]
A publicidade tem espaço para ganhar participação, mas a assinatura continua central. Comparando a projeção publicitária de US$ 3 bilhões com a previsão de receita total entre US$ 51 bilhões e US$ 51,4 bilhões para 2026, os anúncios representariam aproximadamente 5,8% a 5,9% do faturamento. Esse cálculo da KREVO utiliza projeções divulgadas em julho; não é um resultado anual realizado. [3]
Também existe uma distinção entre adesão e preferência por publicidade. Escolher o plano com anúncios pode refletir a busca por uma mensalidade menor. A participação nas novas assinaturas, isoladamente, não demonstra que os consumidores desejam mais comerciais.
Para o negócio, porém, essa escolha amplia a audiência potencialmente disponível aos anunciantes. O plano precisa entregar valor suficiente para que o assinante permaneça e para que a marca queira investir.
A audiência cresceu e a régua de medição mudou
Em maio de 2025, a Netflix divulgava mais de 94 milhões de usuários ativos mensais no plano com anúncios. Em novembro, passou a informar mais de 190 milhões de espectadores ativos mensais, número referente a outubro. A mudança de nomenclatura é importante. [6][7][8]
Em comunicado de 5 de novembro de 2025, a companhia introduziu uma métrica voltada à estimativa de pessoas alcançadas. A Netflix explicou que a medição anterior se baseava em perfis de contas. A nova, chamada MAV, considera membros que assistiram a pelo menos um minuto de anúncios no mês e aplica uma estimativa do número médio de pessoas por domicílio, obtida em pesquisa própria. A métrica também inclui membros de outros planos que veem anúncios, como em transmissões ao vivo. [7][8]
Portanto, comparar diretamente os 94 milhões de maio de 2025 com os mais de 250 milhões de maio de 2026 produziria uma leitura enganosa de crescimento. A base de cálculo mudou. E esses 250 milhões não representam 250 milhões de assinaturas pagas.
Essa distinção tem consequência prática para qualquer planejamento de marketing. Audiência estimada da plataforma, pessoas efetivamente alcançadas por uma campanha, impressões entregues e clientes conquistados são medidas diferentes. Cada uma responde a uma pergunta.
Para a KREVO, um bom plano de mídia começa identificando qual dessas perguntas o número apresentado realmente consegue responder.
A Netflix passou a atender duas decisões de compra
O assinante avalia o catálogo, a experiência e o preço. O anunciante avalia a audiência, o contexto, a facilidade de execução e a capacidade de demonstrar impacto. O mesmo serviço precisa funcionar para esses dois compradores.
Uma oferta publicitária bem desenvolvida reduz incertezas. A empresa anunciante precisa saber quem pode alcançar, em quais condições sua marca aparecerá, quanto consegue controlar a repetição e como avaliar o investimento.
É por isso que o crescimento da Netflix Ads não depende apenas de mais pessoas assistindo. Depende também de transformar audiência em uma oferta que anunciantes e agências consigam contratar, operar e repetir.
Há sinais de expansão dessa demanda. Na divulgação do primeiro trimestre de 2026, a companhia informou trabalhar com mais de 4 mil anunciantes, aumento de 70% em relação ao ano anterior. [4]
Do lado da oferta, a Netflix informou, em novembro de 2025, que sua plataforma própria de tecnologia publicitária, a Netflix Ads Suite, já estava implementada nos 12 países que ofereciam a modalidade com anúncios. [7]
A interpretação da KREVO é que essa infraestrutura dá à empresa mais capacidade de organizar a experiência comercial. Criar um formato passa a envolver sua aparência, distribuição, contratação e medição. Essa combinação permite desenvolver a publicidade como parte do serviço.
Os formatos aproximam a marca do momento de consumo
A transformação aparece em diferentes pontos da experiência.
Anúncios durante a pausa. Os Pause Ads ocupam o momento em que o espectador interrompe a reprodução. Em agosto de 2026, a Netflix anunciou, no contexto do encerramento de seu Upfront americano, que o formato estava disponível para compra programática e que suas ferramentas de IA podiam adaptar materiais existentes para esse espaço. [9]
Interação entre televisão e celular. No mesmo anúncio, a companhia apresentou a ampliação de formatos interativos com o recurso Send to Phone e a estreia dos Frame Ads, um novo formato. São formas de permitir uma resposta ao anúncio e oferecer novas áreas de comunicação ao anunciante. A disponibilidade e as condições comerciais precisam ser verificadas em cada mercado. [9]
Criativos ligados ao universo das produções. Na cobertura do evento brasileiro Behind the Streams, em setembro de 2026, a Fast Company Brasil descreveu o Creative Fusion, previsto para o Brasil em 2027. A proposta é utilizar IA para aproximar a identidade visual de uma marca do universo narrativo e visual de séries e filmes. [10]
Publicidade em novas superfícies. No Upfront global de maio de 2026, a Netflix anunciou inventário publicitário em podcasts e vídeos verticais para 2027, além da expansão do plano com anúncios para 15 novos países a partir daquele ano. São anúncios de expansão futura, com cronogramas próprios. [5]
Essas iniciativas ampliam as decisões criativas. Um comercial pode pedir uma ação imediata; uma peça de pausa pode servir a uma descoberta; uma campanha associada a uma série pode trabalhar afinidade e identificação.
A integração descrita no Creative Fusion ocorre no material publicitário. Inserções dentro de episódios, participação de personagens e produtos licenciados envolvem outras formas de parceria. Tratar tudo como se fosse a mesma solução dificulta avaliar o que a marca está comprando.
Para a KREVO, o critério é a adequação entre formato, mensagem e comportamento. A novidade tecnológica só se torna útil quando melhora essa relação.
Comfort e Bridgerton mostram como a história chega ao produto
Um exemplo brasileiro ajuda a tornar essa discussão concreta.
Em comunicado publicado em fevereiro de 2026, a Unilever apresentou Teorias Perfumadas, uma websérie vertical de quatro episódios vinculada à campanha Comfort Segredos Bridgerton. A narrativa trabalha o mistério do desaparecimento de flores de um castelo, com personagens que oferecem pistas. O desfecho chega no filme principal da campanha, estrelado por Hugh Sachs, intérprete de Brimsley na série. [11]
A associação envolve perfume, flores, segredos e a atmosfera da produção. Esses elementos permitem desenvolver uma história relacionada à experiência sensorial do produto.
Na análise da KREVO, a força do desenho está na continuidade. Os episódios criam expectativa, a peça principal entrega uma resolução e o produto ocupa um lugar coerente nesse percurso. A marca consegue sustentar diferentes conteúdos a partir de uma mesma ideia.
Isso exige mais do que reproduzir uma estética de época. É necessário encontrar um ponto de contato que o público reconheça entre a história e o que está sendo vendido.
O comunicado descreve a execução criativa. Ele não fornece evidência suficiente para calcular quanto a websérie, isoladamente, acrescentou às vendas. Essa separação permite analisar a estratégia sem atribuir a ela resultados não demonstrados.
Fiat e Stranger Things levam a parceria à oferta comercial
A Fiat anunciou, em outubro de 2025, uma edição especial do Pulse Abarth associada a Stranger Things, com 511 unidades numeradas. A iniciativa acompanhou a parceria comercial com a quinta e última temporada da série. [12]
Nesse caso, a conexão com o entretenimento também aparece no próprio objeto oferecido ao consumidor. A edição limitada oferece uma maneira de expressar afinidade com a produção por meio de um produto.
Para a KREVO, a diferença entre os dois exemplos é instrutiva. Comfort desenvolve uma narrativa que amplia a campanha. Fiat utiliza a parceria para diferenciar uma edição de sua oferta. Uma propriedade de entretenimento pode, portanto, participar tanto da comunicação quanto do desenvolvimento comercial.
Os resultados dependem da execução, do preço, da distribuição e do interesse efetivo dos compradores. O limite de 511 unidades informa o tamanho anunciado da edição; não comprova vendas esgotadas ou retorno financeiro.
Também é importante separar as receitas envolvidas. Compra de mídia, licenciamento e desenvolvimento de produtos podem coexistir em uma parceria, mas os valores de cada contrato não foram divulgados nas fontes citadas. Esses casos não permitem atribuir todo o seu valor ao faturamento publicitário da Netflix.
O que as pesquisas ajudam a explicar
As comunidades de fãs oferecem uma conexão entre entretenimento e consumo, mas a qualidade dessa conexão importa.
O estudo Digital Media Trends 2026, da Deloitte, identificou que 55% dos fãs pesquisados afirmavam que gostar de uma série, artista ou franquia muitas vezes os levava a interagir com esse universo em múltiplas plataformas. A pesquisa ouviu 3.575 consumidores nos Estados Unidos, com 14 anos ou mais, em outubro e novembro de 2025, com ponderação para representar a população do país. [13]
O resultado ajuda a entender por que uma parceria pode atravessar streaming, redes sociais, produtos e experiências. Ele descreve comportamento declarado no mercado americano, sem estabelecer uma taxa universal para o Brasil.
Uma contribuição acadêmica vem de Cristel Antonia Russell. Em estudo publicado no Journal of Consumer Research, em 2002, a pesquisadora examinou como a apresentação visual ou sonora de uma marca e sua conexão com a trama interagem nos efeitos sobre memória e atitude. O trabalho encontrou uma distinção relevante: uma inserção incongruente pode favorecer a lembrança sem produzir o mesmo efeito positivo sobre a avaliação da marca. A congruência entre a modalidade da inserção e seu grau de conexão com a trama favoreceu a persuasão no experimento. [14]
A aplicação que propomos é avaliar duas coisas separadamente: se o público reconhece a marca e se entende por que ela está ali. Uma presença muito visível pode ser percebida como deslocada.
Esse estudo antecede os atuais formatos digitais e de IA. Ele oferece uma referência para pensar a integração, não uma validação automática dos produtos publicitários da Netflix.
Uma disputa mais ampla por investimento em vídeo
O avanço da Netflix ocorre dentro de uma mudança mais ampla no investimento em vídeo.
Em maio de 2026, o IAB projetou que a publicidade em vídeo digital nos Estados Unidos ultrapassaria US$ 80 bilhões naquele ano, com crescimento de 11%. A categoria inclui televisão conectada, vídeo online e vídeo social, inclusive YouTube. O levantamento também apontou que a segmentação ultrapassou a qualidade do conteúdo como principal critério declarado para investimento em TV e vídeo. [15]
Isso ajuda a contextualizar os investimentos em tecnologia publicitária. Um catálogo forte cria oportunidades, mas o anunciante também quer encontrar públicos relevantes e avaliar o que aconteceu depois da exposição.
A Netflix passa a disputar decisões que atravessam diferentes meios. Uma empresa pode comparar o investimento na plataforma com televisão, vídeos em redes sociais, campanhas com criadores ou uma combinação desses canais.
Para as agências, a consequência é uma necessidade maior de coordenação. Criação precisa entender o contexto do conteúdo; mídia precisa avaliar alcance e repetição; estratégia precisa definir o papel da campanha; mensuração precisa conectar a exposição aos objetivos.
Para produtores e detentores de histórias, abre-se uma oportunidade de construir parcerias em torno de públicos interessados. Essa oportunidade exige preservar o valor criativo que atraiu as pessoas.
Na leitura da KREVO, o mercado tende a valorizar ofertas capazes de reunir esses elementos com clareza. Uma apresentação comercial baseada somente no tamanho da audiência deixa perguntas importantes sem resposta: qual é a afinidade, qual é a experiência oferecida e qual resultado será acompanhado?
Atenção precisa ser interpretada com cuidado
A Netflix também procura demonstrar a qualidade do ambiente em que os anúncios aparecem.
Segundo a cobertura de Fast Company Brasil, Propmark e Meio & Mensagem sobre uma pesquisa apresentada pela companhia no Brasil em setembro de 2026, durante o Behind the Streams, 84% da exposição aos anúncios em vídeo recebeu algum nível de atenção, somando 67% de atenção ativa e 17% de atenção passiva. O estudo foi realizado em parceria com a Amplified Intelligence. Sobre as novas assinaturas brasileiras, as coberturas divergem: Fast Company Brasil e Propmark informaram que mais de 65% escolhiam o plano com anúncios; Meio & Mensagem e Times Brasil registraram cerca de 60%. [10][16]
Esses números ajudam a entender o argumento comercial da plataforma, mas precisam manter seus rótulos. Atenção passiva e olhar direcionado à tela são condições diferentes. Atenção também não equivale a lembrança, intenção de compra ou venda.
Além disso, trata-se de pesquisa apresentada pela própria empresa, em parceria com uma companhia de mensuração. Seu resultado não deve ser tratado como garantia de desempenho para qualquer campanha.
Há ainda uma tensão no modelo. A expansão dos espaços publicitários pode aumentar a capacidade de monetização, enquanto uma experiência excessivamente comercial pode reduzir o valor percebido pelo assinante. O equilíbrio depende de relevância, frequência e qualidade da execução.
Para o anunciante, a pergunta mais útil é quanto resultado adicional a campanha produz. Uma compra realizada após uma exposição pode ter outras influências. Sempre que viável, comparações com grupos não expostos e testes controlados ajudam a avaliar essa contribuição.
A KREVO considera essa disciplina parte da estratégia. Ela evita que a novidade de um formato substitua a avaliação do negócio.
O que a KREVO pode aplicar em empresas de outros tamanhos
A aplicação começa pela construção de uma oferta de conteúdo que tenha motivo para existir na vida do público.
Uma empresa de serviços, uma indústria ou um varejista pode organizar conhecimento e histórias em formatos reconhecíveis. Para muitos negócios, o retorno esperado será gerar confiança e demanda para a atividade principal. Vender patrocínio pode ser uma possibilidade posterior, quando houver audiência e adequação.
No nosso método, essa construção pode ser organizada em cinco movimentos.
Conceber a promessa editorial. Definir quem precisa do conteúdo e qual benefício encontrará de forma recorrente. Uma loja de móveis planejados, por exemplo, pode ajudar pessoas a evitar decisões ruins antes de uma reforma. Esse recorte conecta interesse do público e competência comercial.
Desenhar um formato reconhecível. Escolher uma estrutura que possa se repetir sem exigir grandes produções. No livro Leads de US$ 100 milhões, Alex Hormozi organiza a unidade de conteúdo em três funções: atrair, manter e recompensar a atenção. É uma orientação prática de criação, não um estudo estatístico. [17]
A aplicação exige cumprir a promessa feita na abertura. Um vídeo que apresenta um erro de projeto precisa mostrar como identificá-lo. Um artigo que promete ajudar na escolha de materiais precisa oferecer critérios utilizáveis.
Construir os pontos de continuidade. O conteúdo precisa levar a uma experiência coerente. Isso pode envolver uma página com exemplos, um guia, um formulário e um processo comercial que retome o assunto apresentado. Design, conteúdo e tecnologia devem facilitar o próximo passo do público.
Lançar com distribuição e parcerias adequadas. Uma série pode começar nos canais da empresa e receber distribuição paga depois de demonstrar interesse. Parceiros devem acrescentar conhecimento ou experiência ao tema. A função de cada participação precisa ser clara, inclusive quando houver patrocínio.
Operar e melhorar. Acompanhar quais assuntos atraem as pessoas certas, quais conteúdos são consumidos, quais perguntas aparecem e quais contatos se transformam em oportunidades comerciais. Essa informação orienta a próxima produção.
É possível iniciar com uma equipe pequena e um formato simples. O requisito é ter uma promessa editorial consistente e capacidade de atendê-la.
Uma aplicação concreta para sair da análise
Considere um exemplo hipotético desenvolvido pela KREVO para uma empresa de móveis planejados.
A série poderia se chamar Antes da Obra e ter quatro episódios: circulação dos ambientes, escolha de materiais, erros de medição e decisões que alteram o orçamento. Cada episódio começaria com uma situação realista e terminaria com um critério de decisão.
Um arquiteto convidado poderia demonstrar um problema de circulação. Um fornecedor de ferragens poderia explicar diferenças de uso e durabilidade. A participação comercial seria identificada, e o produto apareceria quando fosse útil à explicação.
Os episódios poderiam gerar cortes para redes sociais, um artigo de apoio e um checklist para quem pretende reformar. A página do material ofereceria um caminho para solicitar uma avaliação do projeto. O atendimento receberia o contexto do interesse de cada pessoa.
Nesse desenho, a empresa constrói uma experiência que ajuda o público antes da compra e apresenta sua competência durante esse processo.
A mensuração acompanharia três níveis: consumo do conteúdo, interesse qualificado e resultado comercial. Visualizações indicariam distribuição; pedidos relacionados a projetos reais indicariam demanda; propostas, contratos e margem mostrariam o efeito econômico.
O custo da iniciativa deveria incluir produção, distribuição e participação da equipe. Dividi-lo pelas oportunidades qualificadas geradas ajudaria a acompanhar a eficiência comercial, preservando a diferença entre uma oportunidade e uma venda.
O teste permitiria decidir quais temas continuar, onde investir em distribuição e quais etapas do atendimento melhorar. Sua escala cresceria conforme a evidência reunida.
Uma experiência relevante sustenta o valor da publicidade
A Netflix está ampliando a maneira como comercializa a relação entre histórias e audiência. O plano com anúncios fornece escala; a tecnologia organiza a compra; os formatos criativos e as parcerias oferecem maneiras de participar do entretenimento.
O desafio é manter o interesse do espectador enquanto essa oferta se expande. É essa experiência que sustenta o valor disponível aos anunciantes.
Para a KREVO, a lição aplicável é organizar conteúdo, marca e operação em torno de uma promessa que o público reconheça e queira acompanhar. Quando essa promessa é cumprida, a comunicação ganha continuidade, as parcerias ficam mais coerentes e a oferta comercial encontra um contexto melhor.
Esse trabalho começa com uma pergunta concreta: qual conteúdo sua empresa consegue entregar repetidamente que ajude as pessoas a tomar uma decisão importante?
A KREVO conecta estratégia, design e tecnologia para construir essa resposta e colocá-la em operação.
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Fontes e Referências
Informações verificadas até 18 de outubro de 2026. Os números corporativos são atribuídos à Netflix. Projeções, anúncios de produtos futuros, pesquisas de terceiros e interpretações da KREVO estão identificados no texto. Os links abaixo permitem consultar as fontes.
[1] Netflix. Greg Peters. Announcing Basic with Ads. 13 out. 2022. Anúncio do plano com anúncios. about.netflix.com. Netflix. Our newest plan now available. 3 nov. 2022. Comunicado de lançamento do plano com anúncios nos Estados Unidos. about.netflix.com. Fontes primárias para anúncio, lançamento, preço histórico e parceria com a Microsoft.
[2] Netflix. Carta aos acionistas do quarto trimestre de 2025. 20 jan. 2026, documento publicado na SEC. Receita anual total e publicitária de 2025. SEC
[3] Netflix. Carta aos acionistas do segundo trimestre de 2026. 16 jul. 2026. Projeções de receita total e publicitária para 2026. SEC
[4] Netflix. Carta aos acionistas do primeiro trimestre de 2026. 16 abr. 2026. Participação nas novas assinaturas e número de anunciantes. SEC
[5] Netflix. Apresentação global do Upfront 2026 e comunicado dirigido ao mercado brasileiro, "Netflix Upfront 2026: Get Closer". 13 maio 2026. Audiência mensal estimada, expansão geográfica e inventário anunciado para 2027. about.netflix.com. Cobertura: PPC Land.
[6] Netflix. Apresentação do Upfront 2025, "Netflix Upfront 2025: The Center of Attention". 14 maio 2025. Número divulgado sob a métrica anterior de usuários ativos mensais. about.netflix.com. Cobertura: Marketing Brew.
[7] Netflix. Amy Reinhard. Netflix: Third Season of Ads and a Look Ahead at What's Next. 5 nov. 2025. Comunicado sobre a terceira temporada do negócio de anúncios e a nova métrica de audiência. Definição de MAV e implantação da Netflix Ads Suite. about.netflix.com
[8] Yahoo Finance (republicado pela AOL). Alexandra Canal. Reportagem sobre a mudança para a métrica de espectadores ativos mensais. 5 nov. 2025. Período de referência do número de 190 milhões e abrangência da métrica MAV. AOL/Yahoo Finance. Cobertura do mesmo dia: Variety.
[9] Netflix. Amy Reinhard. Netflix Gets Closer: Closes 2026 US Upfront. 10 ago. 2026. Encerramento do Upfront americano de 2026 e atualização de formatos: Pause Ads, compra programática, Send to Phone e Frame Ads. about.netflix.com
[10] Fast Company Brasil. Camila de Lira e Isabella Lura. Fandoms e muita atenção: Netflix descobre ouro no "efeito Brasil". 6 set. 2026. Cobertura do Behind the Streams, realizado em 2 set. 2026, em São Paulo, incluindo o Creative Fusion previsto para 2027 e o estudo de atenção. Fast Company Brasil
[11] Unilever Brasil. Comfort aposta em "micro drama" e lança websérie vertical para expandir o universo de Bridgerton. Comunicado publicado em 11 fev. 2026. Estrutura criativa da campanha ligada a Bridgerton. Unilever Brasil
[12] Vrum. Reportagem sobre a apresentação do Pulse Abarth edição especial Stranger Things. 22 out. 2025. Anúncio de 511 unidades em edição numerada. Vrum. Stellantis. Comunicado sobre preço e início das vendas do Pulse Abarth Edição Especial Stranger Things. 30 out. 2025. Stellantis Media. Stellantis. Comunicado sobre a Fiat como patrocinadora da quinta e última temporada da série. 27 nov. 2025. Stellantis Media
[13] Deloitte. Digital Media Trends 2026. 25 mar. 2026. Comportamento de fãs em múltiplas plataformas; pesquisa com 3.575 consumidores nos Estados Unidos, com 14 anos ou mais. Deloitte Insights; comunicado à imprensa
[14] Russell, Cristel Antonia. Investigating the Effectiveness of Product Placements in Television Shows: The Role of Modality and Plot Connection Congruence on Brand Memory and Attitude. Journal of Consumer Research, v. 29, n. 3, p. 306–318, dez. 2002. DOI 10.1086/344432. Resumo acadêmico consultado sobre modalidade, conexão com a trama, memória e atitude. IDEAS/RePEc
[15] IAB. U.S. Digital Video Ad Spend to Surpass $80B in 2026; Growing 20% Faster Than the Total Ad Market. 5 maio 2026. Comunicado do 2026 IAB Digital Video Ad Spend & Strategy Report: Part One, desenvolvido com Advertiser Perceptions e Guideline. IAB; página do relatório
[16] Propmark. Cobertura do Behind the Streams 2026. 2 set. 2026. Propmark. Meio & Mensagem. Cobertura do Behind the Streams 2026. 2 set. 2026. Meio & Mensagem. Times Brasil. Lara Madeira. Reportagem sobre o plano com anúncios no Brasil. 4 set. 2026. Times Brasil. Resultados do estudo de atenção apresentados pela Netflix em parceria com a Amplified Intelligence e participação do plano com anúncios nas novas assinaturas brasileiras.
[17] Hormozi, Alex. Leads de US$100 milhões: Como fazer com que estranhos queiram comprar seus produtos. Acquisition.com ($100M Series), edição em português, disponível em versão impressa e digital. Edição digital consultada, seção III, capítulo “Publique conteúdo gratuito, Parte I” (no original, seção “Get Leads”, capítulo “#2 Post Free Content Part I”). Referência para a unidade de conteúdo que atrai, mantém e recompensa atenção. Amazon, edição impressa; Amazon, edição digital. Material complementar do autor: transcrição do audiolivro no podcast The Game with Alex Hormozi.




